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REFLEXÃO DO EVANGELHO PARA A SEXTA-FEIRA SANTA

03.04.2026
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REFLEXÃO DO EVANGELHO PARA A SEXTA-FEIRA SANTA

  Nesta semana de encontro com o Senhor em que buscamos vivenciar sua Paixão, Morte e Ressurreição, chegamos hoje, Sexta-feira da Paixão, ao ápice do amor de Deus por nós, ao dia máximo de nossa fé, o dia que Jesus Cristo se entrega numa cruz por nós. Nesta reflexão, destaco três dimensões do Evangelho: o jardim, o discípulo Pedro e Maria, mãe de Jesus.

  No relato da Paixão do Senhor retirado de Jo 18,1-19,42, o Senhor “entrou no jardim com os discípulos” (Jo 18,1). Esta ação de Jesus de entrar no jardim nos recorda a Criação em que o Verbo dá vida as criaturas, o Verbo se faz presente junto dos homens e, novamente, o Verbo entra no jardim junto com os discípulos. Ou seja, o Senhor deseja adentrar a nossa vida, dar novo sentido por meio de sua entrega. E nesse trecho, os discípulos nos representa e somos alcançados por esse encontro, pois pela transmissão da fé advinda dos apóstolos que temos a consciência e a certeza de que a Misericórdia do Pai nos atingiu.

  Contudo, para que esse amor de Jesus possa nos envolver não podemos ter medo. O medo nos paralisa e nos faz retroceder. É humanamente compreensível a negação de Pedro diante da pressão que os judeus e as autoridades romanas estavam impondo naquela ocasião, pois ele também poderia morrer se testemunhasse a adesão ao Cristo. E Pedro nega o Senhor por três vezes. O número três nesta passagem bíblica representa a decisão crucial, isto é, a resposta reafirmada de não querer abraçar completamente o sacrifício de sua vida por Jesus. Não devemos julgar o apóstolo, mas para nós fica a pergunta, ainda nego Jesus em minha vida? Porque renuncio ao projeto de Deus em minha história? Se olhando para nossas ações verificarmos que estamos afastados do projeto de Deus, não devemos nos paralisar. Porém, somos convidados a retornar para o caminho do Senhor, e foi isso que Pedro realizou quando Jesus perguntou por três vezes se o amava (Jo 21, 15-17). Temos que entender que amar exige decisão e sacrifício, e o Senhor precisa estar sempre na prioridade.

  Uma pessoa que soube o que era decisão e sacrifício foi Maria, mãe de Jesus. Na passagem de Jo 19,25, o evangelista nos mostra que Maria estava de pé perto da cruz de seu Filho. Mesmo na dor e no sofrimento, somos convidados a estarmos de pé junto com a Mãe, pois, no alto da cruz, Jesus nos a entregou para que fosse testemunha e modelo da fidelidade até o extremo da vida e, com isso, a levasse e amasse como Ele nos amou.

  Que o amor de Nosso Senhor reavive a chama do nosso desejo de estarmos unidos, enxertados no seu Sagrado Coração e desejosos de testemunhá-lo no cotidiano da vida. Paz e Bem!

Frei Pedro Victor Rocha Mendes, OFMConv.
 

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