Institucional

22º Domingo do Tempo Comum 

23.08.2021
Liturgia

22º Domingo do Tempo Comum 

Oração: “Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes”.

Primeira leitura: Dt 4,1-2.6-8
Nada acrescenteis à palavra que vos digo,

mas guardai os mandamentos do Senhor.

O texto que ouvimos foi escrito quando Israel estava no exílio da Babilônia. O povo havia perdido a terra prometida e não havia mais culto em Jerusalém no templo já destruído. Apesar de viverem no meio de “um povo de fala estranha e língua pesada” (Ez 3,5), era grande a tentação de adorar os deuses locais e abandonar o Deus libertador do Egito. Mas havia a lei da Aliança (Ex 20,1–23,19), reapresentada no livro do Deuteronômio, que, mesmo no exílio, podia conservar a unidade e identidade do povo de Israel. Israel devia cumprir as leis e decretos que Moisés havia ensinado para ser abençoado e poder viver em paz na sua terra. Por isso, a exaltação da Lei de Moisés. Se os babilônios e outros povos têm sua sabedoria e suas leis, Israel tem uma sabedoria superior, porque vem de Deus. São leis que garantem a liberdade, a unidade e a paz para o povo. A Lei do Senhor é como o sol, que “ilumina os olhos” e mostra o caminho a seguir para ser feliz (cf. Sl 19).

Salmo responsorial: Sl 14

 Senhor, quem morará em vossa casa

e no vosso monte santo habitará?

Segunda leitura: Tg 1,17-18.21b-22.27
Sede praticantes da Palavra.

Tiago faz uma bela exortação aos cristãos de seu tempo, que continua válida para nossos dias. Lembra que tudo é graça, é dom de Deus, o “Pai das luzes”. Pela Palavra da verdade ele nos gerou pelo batismo, para a vida de filhos e filhas de Deus. Esta Palavra é a fé em Jesus Cristo e a mensagem do Evangelho, que em nós “foi implantada”. A Palavra foi implantada para ser cultivada, colocada em prática e produzir frutos. Por isso, o Apóstolo nos convida: “Sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes”. A religião cristã autêntica, que agrada a Deus Pai, são os bons frutos que ela produz: evitar a contaminação pelo mundo e cuidar com amor dos pobres e sofredores, expressado no amor aos órfãos e viúvas.

Aclamação ao Evangelho

Deus, nosso Pai, nesse seu imenso amor,

foi quem gerou-nos com a palavra da verdade,

nós, as primícias do seu gesto criador!

Evangelho: Mc 7,1-8.14-15.21-23
Vós abandonais o mandamento de Deus

para seguir a tradição dos homens.

Deus deu os mandamentos e as leis para um povo libertado da escravidão do Egito. Praticando o que as leis prescreviam, Israel mostrava a fidelidade e o amor ao Deus que o escolheu como seu povo: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças. E trarás no teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno” (Dt 6,5-6). No tempo de Jesus, porém, os mestres da lei multiplicaram as interpretações da lei, chegando a formular 613 preceitos, muitos deles relacionados com “pureza” e “impureza”, sobretudo, de caráter cultual. Os fariseus consideravam-se modelos da fiel observância desses preceitos. Eles eram os “puros” e desprezavam os trabalhadores da roça, os saduceus, os samaritanos e os pagãos, considerados todos impuros. Os fariseus e mestres da Lei vieram de Jerusalém para fiscalizar a não observância da ”tradição dos antigos”, por parte de Jesus e seus discípulos: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” Na resposta, Jesus os acusa de praticarem uma falsa religião, baseada em preceitos humanos, que os afasta de Deus e do próximo. Eles abandonam o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens. Para Jesus, a pureza vem do coração humano sincero: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). Estes, sim, estão próximos de Deus. Longe de Deus estão os que planejam todo tipo de maldade em seu coração e a põem em prática. É por isso que Jesus cita Isaías: “Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim”. Este princípio valia na antiga aliança e vale para quem segue a Jesus: “Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos Céus, mas quem fizer a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21).

FREI LUDOVICO GARMUS, OFM

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