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7º Domingo da Páscoa – Ascensão do Senhor

31.05.2019
Artigos Liturgia

7º Domingo da Páscoa – Ascensão do Senhor

Oração: ”Ó Deus todo-poderoso, a ascensão do vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória”.

Primeira leitura: At 1,1-11
Jesus foi levado aos céus, à vista deles.

Lucas escreveu dois livros: o Evangelho e os Atos dos Apóstolos. Nestes livros ele divide a história da salvação em três tempos: a) o tempo da promessa é o Antigo Testamento até o final da atividade de João Batista; b) o tempo da realização da promessa é a vida pública de Jesus, desde o batismo até a ascensão ao céu; c) e o tempo da Igreja que se inicia com o dom do Espírito Santo.
No texto que hoje ouvimos Lucas lembra o seu primeiro livro escreveu “sobre tudo o que Jesus começou a fazer e ensinar”. Isto é, desde o batismo de Jesus até o dia em que “foi elevado ao alto”. Mas esta frase também sugere que no segundo livro (Atos) Lucas vai falar daquilo que a Igreja, movida pela força do Espírito Santo, continuou a “fazer e ensinar”. – O tempo da Igreja é inaugurado pelo próprio Jesus Ressuscitado, que durante quarenta dias instrui pelo Espírito Santo os apóstolos sobre as “coisas referentes ao Reino de Deus”. Enquanto Jesus recomenda que não se afastem de Jerusalém antes de receberem o Espírito Santo, alguns ainda lhe perguntam: “Senhor, é agora que vais restabelecer o reino de Israel?” De fato, somente com o dom do Espírito Santo haveriam de entender que Jesus não veio para restaurar o velho reino de Israel, mas para implantar algo totalmente novo: o Reino de Deus. Por isso, traça o programa da missão a ser iniciada quando receberem o Espírito Santo: “Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, Judeia e Samaria, até os confins da terra”. Enquanto Jesus era levado ao céu e se afastava dos discípulos, anjos os devolvem à realidade da missão; “Por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?” A esperança do retorno do Filho do Homem em sua glória, para julgar vivos e mortos, continua válida. Mas antes é necessário que o evangelho seja anunciado a todas as nações (cf. Mc 13,10). Agora é o momento de executar o projeto da missão delineado por Jesus: Com a força do Espírito Santo, os discípulos devem dar testemunho do Ressuscitado, em Jerusalém, na Judeia e Samaria, até os confins da terra
Para Jesus, a ascensão significa o término de sua missão aqui na terra e sua glorificação junto ao Pai. Para nós, marca o início de nossa missão. Cristo, a Cabeça, cumpriu sua missão e foi glorificado; nós, seu corpo, cumprindo nossa missão de testemunhar o Evangelho até os confins da terra, esperamos participar também, um dia, de sua glória (2ª leitura). Como discípulos de Jesus, precisamos compreender que “Aquele que ao descer à terra não tinha deixado o Pai, também não abandonou os discípulos ao subir ao céu” (São Leão Magno). – É o que o Papa Francisco pede: Devemos ser uma “Igreja em saída”, não uma Igreja que só olha para o céu e esquece a missão que Jesus nos deixou.


Segunda leitura: Ef 1,17-23: E o fez sentar-se à sua direita nos céus.

O Apóstolo nos convida a abrirmos o coração, para conhecermos qual é a esperança que o chamado divino nos dá, qual a riqueza de nossa herança com os santos e que imenso poder Deus exerce naqueles que nele creem. A força do Espírito Santo, derramado em nossos corações, é que nos envia em missão. O Espírito Santo é a força de Cristo dada pelo Pai que o “ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus”. O triunfo de Cristo, a Cabeça, é também o triunfo dos fiéis, que são “membros do seu corpo” (Oração).


Salmo responsorial: Sl 46
Por entre aclamações Deus se elevou,
o Senhor subiu ao toque da trombeta.

Aclamação ao Evangelho

Ide pelo mundo, ensinai aos povos todos;
Convosco estarei todos os dias,
Até o fim dos tempos, diz Jesus.

Evangelho: Lc 24,46-53
Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu.



Frei Ludovico Garmus, OFM

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