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Sagrada Família

28.12.2018
Liturgia

Sagrada Família

Sagrada Família

Oração do dia: “O Deus de bondade, que nos destes a Sagrada Família como exemplo, concedei-nos imitar em nossos lares as suas virtudes, para que, unidos pelos laços do amor, possamos chegar um dia às alegrias da vossa casa”.


1. Primeira leitura: Eclo 3,3-7.14-17a
Quem teme o Senhor, honra seus pais.

O texto da 1ª leitura está centrado no relacionamento ideal dos filhos com seus pais. A reflexão se baseia no 4º mandamento, “honra teu pai e tua mãe, para que vivas longos anos na terra que o Senhor teu Deus te dá” (Ex 20,12). Apoia-se também na tradição sapiencial de Israel e dos povos vizinhos. O ensino sapiencial é dado pelo sábio a seus discípulos ou pelo ancião da família a seus filhos. Por isso os conselhos se dirigem mais aos filhos que aos pais. Um relacionamento de respeito e de amor dos filhos com os pais traz e bênção de Deus, que é uma vida feliz. Ao contrário, o mau relacionamento na família traz a desgraça e a maldição. O texto termina exortando os filhos para que honrem e cuidem de seus pais, especialmente na velhice. Segundo o sábio, esse cuidado amoroso dos pais idosos servirá como reparação dos pecados cometidos (na juventude?) contra seus pais.

Salmo responsorial: Sl 127
Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos.


2. Segunda leitura: Cl 3,12-21
A vida da família no Senhor.

Na exortação, Paulo se dirige em primeiro lugar à Igreja (v. 12-17), composta por famílias cristãs. Em seguida, a cada família cristã. Desde o batismo, os cristãos são amados por Deus, santos e eleitos. Em consequência, devem revestir-se das virtudes de Cristo: misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência. Para superar divergências na comunidade, recomenda-se suportar uns aos outros e perdoar-se mutuamente (Pai Nosso!). Antes de tudo, é o amor mútuo que une os cristãos na comunidade. Assim, o cristão estará unido a Cristo e aos irmãos, formando um único corpo. Esta união de amor se fortalece pela palavra de Cristo, pela catequese e pela admoestação. Deus quer habitar no coração das pessoas, pois é do coração que brota a liturgia, os salmos, os cânticos de louvor e gratidão e todas as boas obras serão feitas em nome do Senhor Jesus Cristo.
As admoestações dirigidas à família são válidas ainda hoje: as mulheres sejam solícitas “como convém no Senhor”; os maridos devem amar suas esposas, evitando grosserias; os filhos sejam obedientes em tudo a seus pais, “pois isso é bom e correto no Senhor” (Evangelho). A autoridade dos pais seja exercida com mansidão, para não intimidar nem desanimar os filhos. A família cristã se orienta pela sabedoria recebido dos pais, mas é fortalecida no amor de Cristo.

Aclamação ao Evangelho
Que a paz de Cristo reine em vossos corações
e ricamente habite em vós sua palavra!


3. Evangelho: Lc 2,22-40
O menino crescia cheio de sabedoria.

Por ocasião do Natal ouvimos narrativas dos acontecimentos em torno do nascimento de Jesus. O domingo entre o Natal e o Ano Novo a Igreja nos faz meditar sobre a Sagrada Família. O evangelista Lucas dá algumas pistas para esta meditação. Os primeiros cristãos acreditavam que Jesus de Nazaré era não só o Messias e Salvador prometido, mas o próprio Filho de Deus. Sem dúvida, muitos gostariam de conhecer algo mais sobre a família de Jesus. Lucas, no prólogo de seu Evangelho, diz ter pesquisado sobre isso “desde o início”, mas selecionou as informações mais importantes, para os cristãos conhecerem “a firmeza da doutrina em que foram instruídos” (Lc 1,1-4). Hoje, Lucas satisfaz, em parte, nossa curiosidade ao apresentar um episódio da vida de Jesus quando completou doze anos de idade. Aos doze anos, o menino judeu é considerado “adulto” na fé, capaz de assumir com responsabilidade as práticas religiosas. Com doze anos completos, pela primeira vez Jesus acompanhou os pais na peregrinação anual que se fazia por ocasião da festa da páscoa. Podemos imaginar Jesus e os meninos de sua idade, chegando ao monte das Oliveiras e vendo as maravilhosas construções do Templo de Jerusalém. Era uma explosão de gritos de alegria, acompanhados pelo canto do Salmo 122: “Que alegria quando ouvi que me disseram: Vamos à casa do Senhor”!
Terminados os dias da festa da páscoa seus pais começaram a fazer a viagem de volta. Conforme o combinado, Jesus voltaria com os meninos de sua idade, parentes ou conhecidos. Ao final do 1º dia de viagem, Maria e José perceberam que o menino não estava no meio de seu grupo e, aflitos, começaram a procurá-lo. Como não o encontrassem, voltaram a Jerusalém e, no terceiro dia o encontraram o menino no templo. “Estava sentado no meio dos mestres da Lei, escutando e fazendo perguntas”. Os que ouviam Jesus ficavam admirados com a sabedoria das respostas que ele dava. Quando seus pais viram o menino, ficaram maravilhados. Maria, porém, disse: “Meu filho, por que fizeste isso conosco? Teu pai e eu estávamos, aflitos, à tua procura”. E Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabem que devo estar na casa de meu Pai”? Os pais não entenderam o que Jesus queria dizer. Sua mãe, porém, “conservava no coração todas estas coisas”. Significa: Maria refletia sobre tudo que acontecia na infância e na adolescência de Jesus: “E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens”. Sem dúvida, a família de Nazaré pode ser um modelo para as famílias de nossos dias. Maria e José aprendiam com Jesus a serem pais, a perceberem o Espírito de Deus agindo nele. Por outro lado, Jesus aprendia com os pais a obedecer e ser um filho responsável. A Sagrada Família preparou Jesus para descobrir um grande segredo: que ele devia estar na casa do Pai Celeste.

Frei Ludovico Garmus, OFM

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