Institucional

28º Domingo do Tempo Comum, ano B

11.10.2018
Liturgia

28º Domingo do Tempo Comum, ano B

Oração: “Ó Deus, sempre nos preceda e acompanhe a vossa graça para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer”.


1. Primeira leitura: Sb 7,7-11
Em comparação com a sabedoria, julguei sem valor a riqueza.

Em todos os povos, culturas e civilizações o ser humano buscou a felicidade. O ser humano analisa e reflete sobre os modos de viver que trazem ou não a felicidade. A experiência acumulada desta busca de felicidade chama-se sabedoria. Ao longo de sua história, Israel aprendeu muito da sabedoria dos povos vizinhos. Acolheu parte dela dentro da própria experiência. Mas foi na Lei de Deus que encontrou a sabedoria que distingue Israel de outros povos: “Sábia e inteligente é, na verdade, esta grande nação” (Dt 4,6). A sabedoria de Israel está contida nos chamados livros sapienciais da Bíblia. O texto de hoje é tirado do Livro da Sabedoria, o último livro do AT a ser escrito. Apresenta Salomão, rei de Israel, a quem são atribuídos os livros sapienciais, pedindo a Deus o dom da sabedoria. Salomão considera a sabedoria preferível às riquezas, às honras e à própria saúde, porque “todos os bens me vieram com ela” (Sb 8,2-5). Na concepção judaica daquele tempo, a riqueza era considerada bênção divina, dada aos que observam a Lei de Moisés, fonte da verdadeira sabedoria. A riqueza por si só não traz felicidade. A felicidade vem do bom relacionamento com Deus, com o próximo e, especialmente, com os irmãos mais necessitados. O Reino de Deus trazido por Jesus não combina com as riquezas, quando não partilhadas (Evangelho).

Salmo responsorial: Sl 89
Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor, e exultaremos de alegria.


2. Segunda leitura: Hb 4,12-13
A Palavra de Deus julga os pensamentos
e as intenções do coração.

A Carta aos Hebreus dá um grande destaque à Palavra como comunicação de Deus com os seres humanos. Desde o início lembra que Deus se comunica com seu povo: “Deus falou antigamente a nossos pais pelos profetas. Agora, nos últimos dias, falou-nos pelo Filho [...], por quem criou também o mundo” (Hb 1,1-2). As palavras que usa para qualificar a Palavra chegam a personificá-la. Ela é viva, eficaz (cf. 2Tm 3,15-16), cortante, penetra até o mais íntimo de nosso ser, nos julga e a ela devemos prestar contas. Enfim, a Palavra é o próprio Filho que o Pai nos enviou: “E a Palavra se fez carne e habitou entre nós” (cf. Jo 1,14). Assim é a Palavra de Deus, proclamada na celebração da Missa. Como essa Palavra nos toca hoje?

Aclamação ao Evangelho
Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.


3. Evangelho: Mc 10,17-30
Vende tudo o que tens e segue-me!

No domingo passado trazia-se à nossa consideração a resposta de Jesus a uma pergunta dos fariseus sobre se é permitido ao marido escrever uma carta de divórcio e despedir sua mulher. Na resposta, Jesus remetia para o projeto de Deus em relação ao matrimônio: Deus fez o ser humano à sua imagem e semelhança e os fez homem e mulher, para gerar filhos e para ser um auxílio necessário mútuo, vivendo em comunhão de vida um com o outro. Depois, na casa de Pedro, Jesus explicava aos discípulos que o divórcio equivale ao adultério. Abençoava as crianças, que merecem amor e não podem ser esquecidas em caso de separação.
Hoje temos o seguinte: logo depois desta cena, Jesus se põe a caminho com os discípulos. Então vem um jovem, correndo, ao seu encontro de Jesus, ajoelha-se a seus pés e pergunta: “Bom mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?” Jesus o questiona: “Por que me chamas de bom? Somente Deus é bom!” A busca da vida eterna, da felicidade definitiva com Deus, parecia sincera da parte do jovem. Jesus lhe indica o caminho da sabedoria da Lei (1ª leitura). O jovem responde que sempre observou com fidelidade os mandamentos. Então, olhando para ele com amor, percebeu que ainda faltava ao jovem alguma coisa para ser seu discípulo. Propôs-lhe, então, um caminho alternativo para ganhar a vida eterna: o caminho do Reino de Deus: “Vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres [...]. Depois vem e segue-me!” O jovem ficou triste e foi embora, “pois era muito rico”. E Jesus comentou: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!” Os discípulos se espantam, e Jesus, como Mestre, lhes diz: “Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus!” É difícil para todos, e mais difícil, para os ricos: “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”. Pedro, então, pergunta o que vão ganhar eles, que largaram tudo para segui-lo. Jesus responde: No presente, uma nova família, a comunidade cristã que os acolhe; no futuro, a vida eterna. O seguimento de Cristo exige uma opção básica: largar as riquezas e tudo que nos amarra, para abraçar com generosidade o Reino de Deus, servindo ao próximo, especialmente aos irmãos na fé. “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça e todas as coisas vos serão dadas de acréscimo” (Mt 6,33).
Jesus Cristo, que tocou nosso coração por sua Palavra, também quer entrar no íntimo de nosso ser pela Eucaristia que celebramos.

Frei Ludovico Garmus, ofm

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